O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) foi alvo, nesta terça-feira, de uma nova fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A ação faz parte da nona fase da operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ofensiva, foram expedidos nove mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços ligados ao parlamentar na Bahia e no Distrito Federal, entre eles o apartamento funcional em Brasília. A investigação tem o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, que colaboram na coleta de provas sobre a possível atuação criminosa.
Além das buscas, o STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de impedir a movimentação de recursos que possam ter origem em desvios de verba pública.
De acordo com as investigações, a operação mira uma organização criminosa que teria direcionado recursos de emendas parlamentares para contratos fraudulentos, com indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. A PF apura que parte dos recursos teria sido usada de forma irregular, favorecendo empresas e responsáveis por meio de pagamentos indevidos.
Fontes ligadas à investigação indicam que o deputado pode ter participado ativamente da articulação do esquema, com o uso de intermediários para negociar a destinação de emendas a municípios baianos em troca de vantagens ilícitas. A apuração ainda está em andamento, e outras medidas podem ser anunciadas conforme o material apreendido seja analisado.
A defesa de Félix Mendonça Jr. ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação e as acusações.