De acordo com o boletim de ocorrência, a médica estava em pleno exercício profissional quando a suspeita invadiu a sala de atendimento. Sem qualquer diálogo prévio, ela arremessou um aparelho celular contra o rosto da profissional de saúde. Não satisfeita, passou a desacatá-la e a proferir ameaças de morte.
O ataque, além de físico, foi psicológico. E, segundo testemunhas, não foi um fato isolado. A unidade de saúde já teria registrado ao menos outras duas ocorrências envolvendo a mesma mulher, sempre com desentendimentos e transtornos causados a atendentes e profissionais da policlínica.
Mesmo diante da gravidade das agressões, um detalhe chamou a atenção dos policiais militares no momento da ocorrência: a suspeita estava com uma criança de colo. A filha de quatro anos acompanhava a mãe durante as agressões e também durante a condução à delegacia, já que, segundo consta no registro, não havia outro responsável disponível para ficar com a menina.
A médica registrou a ocorrência e deve buscar medidas legais contra a agressora. O caso agora será investigado pelas autoridades competentes.
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande ainda não se manifestou sobre o caso ou sobre eventuais medidas de segurança reforçadas na unidade.