Corpo com sinais de tortura é encontrado às margens da BR-364 em Pedra Preta

Um crime brutal e ainda sem autoria ou vítima identificada. O corpo de um homem, até o momento não reconhecido, foi localizado na manhã desta terça-feira (10) às margens da BR-364, no trecho que corta o município de Pedra Preta, a 242 km de Cuiabá. A vítima apresentava claros sinais de tortura.

Quem fez a macabra descoberta foi um caminhoneiro. Ele havia parado no acostamento para verificar os pneus do veículo quando se deparou com o corpo abandonado entre a vegetação às margens da pista. O acionamento às autoridades ocorreu por volta das 9h30.

Quando a perícia chegou ao local, o quadro era ainda mais estarrecedor: o cadáver estava em avançado estado de decomposição e exalava forte odor. Apesar das condições do corpo, foi possível identificar múltiplos hematomas e ferimentos espalhados por diversas partes indícios claros de que o homem foi submetido a sessão de tortura antes de morrer.

Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Rondonópolis estiveram no local para os trabalhos de coleta de vestígios e remoção do corpo. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames necroscópicos que poderão apontar a causa exata da morte e, quem sabe, auxiliar na identificação.

Até o momento, nenhum familiar ou conhecido apareceu para reclamar o corpo. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso. A localização às margens de uma rodovia federal de intenso tráfego e as marcas de tortura levantam suspeitas de execução, possivelmente ligada a acertos de contas ou crimes de facção.

Nenhum suspeito foi preso ou identificado até o momento.

A cena silenciosa à beira da BR-364 escancara mais um capítulo da violência que insiste em fazer do interior de Mato Grosso palco de crimes com requintes de crueldade. A polícia agora corre contra o tempo para dar nome à vítima e, principalmente, aos algozes.

Qualquer informação pode ser repassada à delegacia de Pedra Preta ou pelo 190. O anonimato é garantido.

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Redação GNMT