Quem fez a macabra descoberta foi um caminhoneiro. Ele havia parado no acostamento para verificar os pneus do veículo quando se deparou com o corpo abandonado entre a vegetação às margens da pista. O acionamento às autoridades ocorreu por volta das 9h30.
Quando a perícia chegou ao local, o quadro era ainda mais estarrecedor: o cadáver estava em avançado estado de decomposição e exalava forte odor. Apesar das condições do corpo, foi possível identificar múltiplos hematomas e ferimentos espalhados por diversas partes indícios claros de que o homem foi submetido a sessão de tortura antes de morrer.
Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Rondonópolis estiveram no local para os trabalhos de coleta de vestígios e remoção do corpo. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames necroscópicos que poderão apontar a causa exata da morte e, quem sabe, auxiliar na identificação.
Até o momento, nenhum familiar ou conhecido apareceu para reclamar o corpo. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso. A localização às margens de uma rodovia federal de intenso tráfego e as marcas de tortura levantam suspeitas de execução, possivelmente ligada a acertos de contas ou crimes de facção.
Nenhum suspeito foi preso ou identificado até o momento.
A cena silenciosa à beira da BR-364 escancara mais um capítulo da violência que insiste em fazer do interior de Mato Grosso palco de crimes com requintes de crueldade. A polícia agora corre contra o tempo para dar nome à vítima e, principalmente, aos algozes.
Qualquer informação pode ser repassada à delegacia de Pedra Preta ou pelo 190. O anonimato é garantido.