O suspeito de 29 anos, com histórico de alcoolismo, foi preso em flagrante por cárcere privado, ameaça e dano. Vítima relatou que ele danificou móveis e telhas durante crise violenta.
Uma cena de terror doméstico foi interrompida pela Polícia Militar na madrugada deste domingo (08), em Cuiabá. Um homem de 29 anos foi preso em flagrante depois de manter sua companheira, de 35 anos, e o filho do casal, de apenas 2 anos, trancados em um quarto sob ameaça de morte, portando uma faca de cozinha e um pedaço de madeira.
A ação policial foi deflagrada após um chamado via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) denunciando violência doméstica. Ao chegar ao endereço, os militares ouviram os gritos de socorro da mulher vindos de dentro de um dormitório que estava trancado por fora.
“Diante do risco iminente, a guarnição precisou arrombar primeiro o portão da casa e, em seguida, a porta do quarto para acessar as vítimas”, informou a PM. No interior do cômodo, o suspeito foi encontrado com as armas improvisadas. Ele foi detido no local.
Em depoimento, a vítima detalhou um longo ciclo de violência. O casal convive há cerca de 11 anos e tem dois filhos. Ela relatou que o companheiro tem histórico de alcoolismo e comportamento agressivo.
Na madrugada do crime, o homem, que havia retornado ao lar após uma semana desaparecido, começou a apresentar um comportamento psicótico, falando sozinho. Em seguida, recolheu várias facas na casa, trancou a mulher e o filho menor no quarto e passou a ameaçá-los de morte.
Em seu acesso de fúria, ele também danificou móveis, camas, colchões e até telhas do próprio quarto. Impedida de sair e temendo pelas próprias vidas, a mulher conseguiu, de dentro do cômodo trancado, acionar a polícia.
O agressor foi conduzido à delegacia sem apresentar lesões. A PM informou que foi necessário o uso de algemas para prevenir qualquer tentativa de fuga ou nova agressão.
Ele foi encaminhado ao Plantão de Atendimento à Violência Doméstica e Sexual contra a Mulher, onde o flagrante foi formalizado pelos crimes de sequestro e cárcere privado, ameaça e dano. A criança e a mãe receberam atendimento inicial no local.
O caso será agora investigado pela Polícia Civil, e a vítima deve ser encaminhada para a rede de proteção, que inclui medidas protetivas de urgência. A situação expõe a gravidade da violência doméstica, que muitas vezes se agrava em silêncio por anos até culminar em episódios extremos como o deste domingo.