O Instituto Dante de Oliveira divulgou uma nota de repúdio nesta quinta-feira (15) criticando a retirada do memorial dedicado ao ex-governador e político histórico Dante de Oliveira, localizada na Praça Rachid Jaudy, em Cuiabá. A retirada do espaço ocorreu na mesma data em que a família enfrentava o falecimento de Maria Benedita de Oliveira, mãe de Dante, o que gerou forte reação de familiares, apoiadores e integrantes da entidade.
Na manifestação pública, a entidade presidida por Leonardo de Oliveira afirmou que a retirada do memorial, feita pela prefeitura municipal, foi conduzida sem qualquer comunicação prévia à família ou aos responsáveis pelo legado de Dante de Oliveira, gerando surpresa, consternação e indignação. O instituto reconheceu que compete à administração pública gerir espaços municipais, mas criticou a falta de diálogo e sensibilidade diante do luto da família e da importância histórica do local.
A nota do Instituto ressaltou que a Praça Rachid Jaudy possui valor simbólico e afetivo, já que fica em frente à casa onde a família Oliveira viveu por mais de seis décadas. Para a entidade, o memorial representava um ponto de referência para moradores e admiradores da trajetória do ex-governador, cuja atuação política marcou a história recente do estado e do país.
Segundo a entidade, a ausência de comunicação formal sobre a remoção do acervo demonstrou desrespeito à memória coletiva e ao contexto emocional vivido pela família, que enfrentava naquele dia a perda de sua matriarca. A manifestação também destacou que o legado de Dante de Oliveira transcende a esfera municipal e integra a história democrática brasileira.
A Prefeitura de Cuiabá, por sua vez, informou que a retirada do acervo fez parte de um processo técnico de reorganização, visando à preservação dos itens históricos em condições adequadas. O Executivo municipal afirmou ainda que os materiais foram encaminhados para exposição temporária em outro espaço cultural da cidade, com compromisso de conservação e ampliação do acesso público.
O episódio intensificou o debate sobre a preservação de memórias históricas e a forma como órgãos públicos conduzem intervenções em locais de significado simbólico e cultural, especialmente quando envolvem figuras de grande relevância política e social.