Animação mostra líderes ocidentais em cenário inspirado em “Divertida Mente do mal” e faz acusações sobre guerra e arquivos de Epstein
Um vídeo produzido com inteligência artificial e divulgado pela TV estatal do Irã viralizou nas redes sociais após provocar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio às tensões envolvendo conflitos no Oriente Médio.
A animação, com cerca de dois minutos de duração, usa personagens estilizados semelhantes a bonecos para retratar Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao lado de uma figura que representa o diabo. No vídeo, os personagens assistem imagens relacionadas aos arquivos do caso do financista Jeffrey Epstein, em uma narrativa que tenta associar os líderes a polêmicas e ataques militares.
Segundo a propaganda divulgada pelo Irã, a produção também tenta responsabilizar os Estados Unidos por um bombardeio que teria causado a morte de cerca de 175 pessoas em uma escola de meninas no país. A peça audiovisual foi interpretada como uma resposta política e midiática ao conflito recente entre os países.
O vídeo faz parte do que analistas chamam de “guerra de propaganda digital”, na qual governos e grupos políticos utilizam vídeos, memes e conteúdos gerados por inteligência artificial para influenciar a opinião pública internacional.
A produção também surge em um momento de grande repercussão global sobre os documentos ligados ao caso Epstein, que incluem milhões de páginas de registros, agendas e documentos judiciais relacionados às investigações contra o financista acusado de tráfico sexual.
Após a divulgação, o vídeo rapidamente se espalhou em plataformas digitais e gerou reações divididas. Enquanto alguns usuários viram o conteúdo como propaganda política agressiva, outros apontaram que o uso de inteligência artificial em campanhas de desinformação pode aumentar tensões entre países.
Especialistas alertam que o uso de IA em conteúdos políticos tem crescido em todo o mundo, principalmente em contextos de conflitos e disputas geopolíticas, o que pode dificultar a distinção entre informação, sátira e propaganda.