A Câmara de Vereadores de Rondonópolis deve promover, nas próximas semanas, o maior rodízio de parlamentares da atual legislatura. Levantamento realizado pelo **Primeira Hora**, em parceria com o **GNMT**, aponta que pelo menos oito suplentes poderão assumir cadeiras no Legislativo municipal nos próximos dias.
Um dos primeiros beneficiados deve ser o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região (STTRR), Afonso Aragão. Primeiro suplente do Republicanos, ele deverá assumir a vaga do vereador Renan Dourado (Republicanos), que pretende se licenciar do cargo por um período de 121 dias.
Outro nome cotado para assumir uma cadeira é o do ex-vereador Moacir José da Silva, o Bilu do Depósito de Areia. Também filiado ao Republicanos, ele poderá ocupar a vaga do vereador Marisvaldo Gonçalves (Republicanos), caso o parlamentar também confirme seu pedido de licença.
A lista de mudanças não para por aí. Na semana passada, o vereador Alikson Reis (Podemos) protocolou pedido de licença para abrir espaço ao professor de educação física Wagnon Velasco, atualmente o sexto suplente da legenda.
Entretanto, a situação ainda não está definida. Suplentes que ocupam posições à frente de Wagnon podem reivindicar o direito de assumir a vaga. Diante dessa possibilidade, Alikson Reis já sinalizou que poderá rever o pedido de afastamento.
Na Federação Brasil da Esperança, os vereadores Wendell Girotto e Angelo Bernardino de Mendonça Júnior também devem se licenciar, abrindo espaço, pela segunda vez nesta legislatura, para suplentes da federação. As mudanças estão relacionadas ao período eleitoral, já que ambos são pré-candidatos nas eleições deste ano. Com isso, os suplentes Mauro Campos e Elvis Mossoró devem ser convocados para assumir temporariamente as cadeiras.
Já a bancada do MDB poderá sofrer alterações por um motivo diferente. Neste caso, a mudança não estaria ligada ao sistema de rodízio, mas a uma decisão da Justiça Eleitoral. A vereadora Mariúva Valentin Chaves (MDB) corre o risco de perder o mandato em razão de uma condenação criminal que pode resultar na suspensão de seus direitos políticos. Caso isso ocorra, o suplente Adonias Fernandes da Silva será efetivado definitivamente na Câmara Municipal.
Outra mudança que ainda está no radar envolve a vereadora Kalynka Meirelles (PL). Pré-candidata à Câmara Federal, ela avalia a possibilidade de pedir licença durante o período eleitoral, o que abriria espaço para a convocação do suplente Reydner de Souza.
Por fim, também não está descartada uma licença do vereador Alfredo Vinícius Amoroso (PSB). Caso isso ocorra, poderá ser viabilizado o retorno temporário do ex-vereador Reginaldo dos Santos ao Legislativo.
Reginaldo é o terceiro suplente da coligação. Para que ele assuma a vaga, a primeira suplente, Huani Rodrigues, precisaria renunciar ao direito de convocação. Já a segunda suplente, Marildes Ferreira, não seria chamada em razão de ter deixado o PSB para se filiar ao PSD, perdendo assim a condição de suplente pela legenda.
Se todas as mudanças forem confirmadas, a Câmara de Vereadores de Rondonópolis registrará o maior rodízio de parlamentares da história, permitindo que novos nomes passem a integrar temporariamente o Legislativo municipal em meio às articulações políticas para as eleições de 2026.