Veja o vídeo: Mauro nega irregularidades e acusa adversários de “armação política” após Operação Heritage

O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), publicou um vídeo de pouco mais de seis minutos na noite desta quinta-feira (6) para se defender das suspeitas levantadas pela Operação Heritage. Na gravação, ele negou qualquer irregularidade e afirmou ser alvo de uso político da investigação por adversários.

“Não fiz nada de errado e não tenho nada a temer”, declarou o candidato. No vídeo, Mauro cita nominalmente a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o ex-governador Pedro Taques e o senador Jayme Campos (União Brasil), acusando-os de utilizarem o caso com fins eleitorais.

Durante a gravação, Mauro relembra uma investigação da Polícia Federal em 2014, quando era prefeito de Cuiabá, que segundo ele foi arquivada posteriormente sem comprovação de irregularidades. Ele afirmou que, à época, sofreu prejuízos financeiros e perda de contratos em suas empresas.

Sobre a Operação Heritage, Mauro disse que tomou conhecimento das investigações pela imprensa e confirmou que agentes estiveram em sua residência apenas para cumprir a ordem judicial de recolhimento de seu passaporte.

A operação da Polícia Federal apura um suposto desvio de mais de R$ 308 milhões relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. De acordo com a investigação, os valores teriam sido movimentados por meio de uma estrutura envolvendo fundos de investimento e empresas interpostas.

O ex-governador, por sua vez, apresentou outra versão. Segundo ele, o acordo teve origem em uma disputa tributária iniciada em 2009 e buscou reduzir prejuízos aos cofres públicos. Mauro afirmou que a negociação foi conduzida pela Procuradoria-Geral do Estado, passou por análise técnica, foi homologada pela Justiça e considerada legal pelos órgãos de controle.

Ele também negou qualquer ligação com os fundos de investimento investigados, afirmando que nem ele nem familiares possuem relação com as estruturas apontadas.

A Polícia Federal segue apurando o caso, incluindo a possível ligação entre os valores movimentados e pessoas próximas aos investigados. Entre as medidas judiciais determinadas estão o bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal, além da proibição de contato entre os investigados.

No campo político, Mauro voltou a criticar adversários e afirmou que houve antecipação de informações sobre a operação. Ele também questionou o momento da ação, realizada a cerca de 60 dias das eleições.

Ao final do vídeo, o candidato afirmou que irá colaborar com as investigações e disse confiar que os fatos serão esclarecidos.



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Redação GNMT