Rondonópolis, principal cidade da região Sul de Mato Grosso, pode enfrentar um cenário incomum nas eleições de 2026: ficar sem um deputado federal eleito. A avaliação é do jornalista político Romilson Dourado, que aponta a falta de nomes com forte densidade eleitoral entre os pré-candidatos da cidade.
Historicamente, o município sempre manteve representação em Brasília. Nos últimos 50 anos, Rondonópolis elegeu nomes como Afro Stefanini, Percival Muniz, Augustinho de Freitas, Wellington Fagundes, Carlos Bezerra, Teté Bezerra, Adilton Sachetti e, atualmente, José Medeiros.
Para a disputa de 2026, oito pré-candidatos já se colocam no cenário político. Entre eles estão a ex-primeira-dama Neuma Moraes, que deixará o PSB para disputar a eleição pelo PV, o deputado federal Rodrigo da Zaeli, que buscará a reeleição, o vice-prefeito Altemar Lopes, o cabo da Polícia Militar Marcos Paulo, os vereadores Kalinka Meirelles e Wendell Girotto, além do suplente de vereador Vinícius Santana e do pastor Jerônimo Gomes.
Apesar da quantidade de pré-candidatos, a avaliação é de que nenhum deles, neste momento, apresenta força eleitoral suficiente para garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados, aumentando o risco de Rondonópolis ficar sem representação federal a partir de 2027.
A definição das candidaturas e o início oficial da campanha deverão mostrar se algum dos nomes conseguirá ampliar sua base eleitoral e reverter esse cenário.