Uma lei criada em Rondonópolis para reforçar o combate à violência contra a mulher ganhou projeção nacional após ser citada no livro Matou uma, matou todas, do jornalista Klester Cavalcanti.
O tema foi debatido durante palestras realizadas na Câmara Municipal, reunindo estudantes, servidores públicos e representantes da sociedade para discutir o enfrentamento ao feminicídio no país.
A legislação em destaque é a Lei Beatriz Milano, de autoria da vereadora Kalynka Meirelles. A norma proíbe a contratação, no serviço público e em empresas terceirizadas, de pessoas condenadas por feminicídio, sendo considerada uma iniciativa pioneira no Brasil.
A lei foi criada após o assassinato de Beatriz Milano, que estava grávida de quatro meses, em um crime que causou grande comoção. O caso ganhou ainda mais repercussão após o condenado, anos depois, ter atuado como médico no serviço público do município.
Segundo a vereadora Kalynka Meirelles, a proposta busca não apenas justiça pelo caso, mas também fortalecer a proteção às mulheres e ampliar as políticas públicas de combate à violência de gênero.
O debate ocorre em um cenário preocupante no país, que ainda registra altos índices de feminicídio. Mato Grosso, inclusive, está entre os estados com maiores taxas.
Apesar disso, Rondonópolis tem apresentado avanços, com redução nos casos, resultado de ações integradas entre o poder público e iniciativas voltadas à proteção das mulheres.
A inclusão da lei no livro amplia a visibilidade da iniciativa, levando uma proposta criada pela vereadora Kalynka Meirelles para o centro do debate nacional sobre o combate ao feminicídio.