O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil-MT) afirmou que não tem a intenção de “passar pano” para irregularidades cometidas por servidores e defendeu a exoneração imediata do assessor que foi alvo da Operação Déjà-vu, deflagrada pela Polícia Civil em Mato Grosso.
Segundo a declaração de Júlio Campos, as medidas administrativas como exonerações são necessárias quando há indícios de envolvimento de assessores em esquemas investigados pela Justiça, reforçando que ninguém está acima da lei — incluindo pessoas ligadas politicamente a ele.
A Operação Déjà-vu, conduzida pela Polícia Civil, cumpriu mandados de busca e outras medidas contra um grupo de investigados por supostos crimes que envolvem fraudes e manipulações de sistemas oficiais. Entre os alvos estava o assessor do deputado, identificado como Ildefonso Nilo da Silva Neto, que já foi exonerado do cargo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) após ser citado nas investigações.
Campos destacou que a exoneração não significa juízo de culpa definitiva, mas é uma ação necessária para preservar a credibilidade da Casa e da administração pública enquanto prosseguem as apurações legais. Ele ressaltou ainda que a postura firme em relação à transparência e à responsabilidade administrativa é fundamental para manter a confiança da população nas instituições democráticas.
A operação e as medidas resultantes, como exonerações e possíveis ações judiciais, fazem parte de uma série de esforços das autoridades para combater práticas ilegais no serviço público no estado de Mato Grosso, incluindo fraudes e uso irregular de sistemas administrativos.