Um homem de 60 anos, que atua como pastor de uma igreja, foi preso em flagrante pela Polícia Civil suspeito de estuprar a própria neta, de 8 anos, em Cuiabá. A prisão ocorreu nesta segunda-feira (31), após a mãe da criança procurar as autoridades e relatar o possível abuso.
O suspeito foi localizado por policiais do Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá quando chegava à própria residência. Ele foi preso e autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável.
Segundo as informações repassadas pela Polícia Civil, a mãe havia deixado a filha na casa do avô no domingo (30), para que a criança o acompanhasse à igreja.
Na segunda-feira, quando o avô entregou a menina novamente à mãe, ela percebeu que a filha apresentava dores e dificuldade para andar. Ao questioná-la sobre o que havia acontecido, a criança começou a chorar e contou à mãe que havia sofrido violência sexual.
Ainda conforme o relato apresentado à polícia, após a violência, o avô teria determinado que a criança tomasse banho. Em seguida, segundo a investigação, ele teria levado a menina para um culto religioso.
A criança relatou que os abusos já teriam acontecido em outras ocasiões.
Diante da denúncia, os policiais iniciaram diligências para localizar o suspeito. Ele foi encontrado no momento em que chegava à residência e recebeu voz de prisão.
O homem foi levado para a unidade policial, onde prestou depoimento e foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável.
Depois dos procedimentos, ele foi encaminhado para audiência de custódia e permaneceu à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que representou ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
Também foram solicitadas medidas de proteção para a criança, com fundamento na Lei Henry Borel, legislação criada para reforçar a proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência.
A investigação deve continuar para esclarecer as circunstâncias dos abusos relatados pela menina e verificar se outras ocorrências podem estar relacionadas ao caso.
A identidade da criança é preservada por lei.