Um policial militar foi preso em flagrante durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) enquanto transportava aproximadamente 53 quilos de mercúrio líquido e três comprimidos de anfetamina, na BR-070, em Barra do Garças, a 511 km de Cuiabá.
A abordagem aconteceu na segunda-feira (31), no km 14 da rodovia. A identidade do militar não foi divulgada pelas autoridades.
Durante a vistoria no veículo, os agentes encontraram quatro recipientes contendo mercúrio líquido, além de resíduos da substância espalhados pelo assoalho, no lado do passageiro.
O mercúrio é uma substância altamente tóxica e exige cuidados específicos para armazenamento e transporte. Por causa do risco associado ao material, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi acionado para acompanhar a ocorrência.
O órgão ambiental assumiu a guarda do mercúrio e determinou o recolhimento do veículo.
Segundo a PRF, a fiscalização também identificou diversas irregularidades relacionadas ao transporte de produtos perigosos.
O veículo não possuía a sinalização de risco obrigatória, e não foram apresentados equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados para o transporte da substância.
Também foram constatadas a ausência da documentação exigida para o transporte do produto e de comprovação de que o condutor havia realizado curso específico para esse tipo de atividade.
Além do mercúrio, os policiais localizaram três comprimidos de anfetamina, conhecidos popularmente como “rebite”.
O mercúrio é um metal altamente tóxico e pode causar sérios danos à saúde quando há exposição inadequada. A substância é utilizada, entre outras atividades, em processos relacionados ao garimpo, inclusive em atividades ilegais.
A exposição ao mercúrio pode afetar principalmente o sistema nervoso, além de provocar danos a órgãos como rins e pele.
O policial militar foi encaminhado, juntamente com os materiais apreendidos, para a Delegacia da Polícia Civil de Barra do Garças, onde foram adotadas as providências cabíveis.
A Polícia Militar foi procurada para se manifestar sobre o caso, mas, até a publicação das informações, não havia apresentado resposta.