JUSTIÇA NEGA NOVO PEDIDO DA DEFESA E MANTÉM JÚRI DE CARLINHOS BEZERRA NESTA TERÇA-FEIRA

A Justiça de Mato Grosso negou um novo pedido da defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, para adiar o julgamento do Tribunal do Júri, marcado para esta terça-feira (21), em Cuiabá. A decisão foi assinada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira e mantém tanto a realização do júri quanto a prisão preventiva do réu.

A defesa alegou que teve acesso a alguns processos relacionados ao caso apenas poucos dias antes da sessão e solicitou o adiamento por mais dez dias úteis para analisar os documentos. Os advogados também afirmaram que houve demora na liberação de informações que tramitavam sob sigilo.

Na decisão, a magistrada entendeu que a defesa já tinha conhecimento da existência desses processos e poderia ter solicitado acesso dentro do prazo legal. Segundo a juíza, não houve falha da Justiça que justificasse o adiamento do julgamento.

Ainda conforme a decisão, o Ministério Público anexou aos autos um dos processos citados pela defesa no dia 14 de julho, garantindo tempo suficiente para análise do material. Em relação aos arquivos digitais, a juíza destacou que eles estavam disponíveis desde o dia 7 de julho, prazo considerado adequado pela legislação.

Para a magistrada, a defesa não comprovou qualquer prejuízo ao direito de defesa, concluindo que os pedidos tinham caráter protelatório. Ela também ressaltou que o habeas corpus ainda em tramitação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso não impede a realização do júri.

Com isso, o julgamento está confirmado para as 9h desta terça-feira (21), no Fórum de Cuiabá.

Relembre o caso

Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, Carlinhos Bezerra é réu confesso e responde pelo assassinato da ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, Willian Cesar Moreno.


Segundo a denúncia do Ministério Público, Thays foi vítima de feminicídio motivado pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. A acusação aponta que o crime foi cometido com extrema violência e sem qualquer possibilidade de defesa da vítima.

Pela morte de Willian Cesar Moreno, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme o Ministério Público, a ação foi premeditada e executada em plena luz do dia, em uma área urbana de grande circulação, utilizando uma pistola semiautomática.

Carlinhos Bezerra permanece preso preventivamente e será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira.

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Redação GNMT