Réu ficou foragido por cerca de 15 anos e foi preso na Bolívia antes do julgamento
O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (7), Moacir Gonçalves Júnior, de 50 anos, a 52 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato da ex-companheira e dos sogros, crime ocorrido em setembro de 2009, em Mato Grosso.
Segundo o Ministério Público, Moacir foi até a residência de Alexandra de Paula Leandro, de quem estava separado havia aproximadamente um ano, e efetuou disparos contra ela, a mãe da vítima, Maria Aparecida de Paula Leandro, e o padrasto, Levi Monteiro de Souza.
Após cometer o triplo homicídio, o condenado permaneceu foragido por cerca de 15 anos. Ele acabou preso em 2025, na Bolívia.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo a autoria e materialidade dos crimes, além das qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
De acordo com a investigação, o crime foi motivado pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento, em um contexto marcado por violência doméstica e ameaças frequentes contra a ex-companheira e seus familiares.
Os jurados entenderam que o réu agiu de forma premeditada e com extrema violência, realizando disparos contra as vítimas, inclusive na região da cabeça.
Após a decisão do júri, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 52 anos de reclusão pela prática dos três homicídios qualificados.