Detentos serraram cadeado com lixa, pularam muro da unidade e correram pelas ruas; cadeia tem superlotação, segundo levantamento do TJ-MT
Dois detentos continuam foragidos após a fuga registrada na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. O caso ocorreu na última sexta-feira (6) e, até esta segunda-feira (9), 10 dos 12 presos que escaparam já foram recapturados, segundo as autoridades.
As forças de segurança seguem mobilizadas em uma operação integrada para localizar os dois últimos fugitivos. A Corregedoria também abriu investigação para apurar as circunstâncias da fuga.
Câmeras de segurança registraram o momento em que os detentos correm pelas ruas da cidade logo após escaparem da unidade prisional.
A Secretaria Estadual de Justiça informou que enviou reforço de equipes especializadas do sistema penitenciário, que atuam nas buscas em conjunto com as polícias Civil e Militar.
Os dois detentos que continuam foragidos são:
Lieverton Ailton – responde por tráfico de drogas e outros três processos que tramitam em segredo de Justiça.
Maicon Alves – responde por tráfico de drogas e associação criminosa.
De acordo com informações da polícia, os presos conseguiram fugir forçando o cadeado da grade com uma lixa.
Segundo um policial militar, os detentos aproveitaram um momento em que parte do efetivo foi deslocada para o fórum da cidade para acompanhar uma audiência, o que deixou a unidade com menos policiais penais.
Após abrir o cadeado, os presos acessaram uma área da unidade onde não havia agentes no momento, pularam o muro e chegaram até uma marcenaria próxima, de onde fugiram correndo pelas ruas da cidade.
Lieverton Ailton (foragido)
Maicon Alves (foragido)
Ruderjan Beton
Danilo dos Santos
Kauã Henrique
João Vitor
Marcelo Paulino
A Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis enfrenta superlotação. Segundo levantamento realizado em dezembro do ano passado pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), a unidade abriga 225 presos, apesar de ter capacidade para apenas 154 detentos.
O relatório aponta ainda que 182 dos presos são provisórios, o que representa 81,3% do total de reeducandos.
De acordo com a vistoria, a superlotação somada ao baixo efetivo de servidores e à falta de profissionais técnicos agrava os problemas na unidade.
O documento também destaca que não há condições adequadas de permanência nas celas, já que muitos presos precisam colocar colchões no chão por falta de camas suficientes.
Enquanto isso, as forças de segurança continuam as buscas para recapturar os dois últimos fugitivos.