Filha de líder criminosa ostentava vida de luxo nas redes sociais e foi alvo de operação da Polícia Civil em MT

A filha de uma líder de facção criminosa foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso e chamou a atenção dos investigadores por exibir uma rotina de luxo nas redes sociais. A jovem publicava fotos e vídeos mostrando viagens, carros de alto padrão e momentos de lazer, enquanto a polícia investigava um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ligado à família.

A investigação faz parte da Operação Showdown, que teve como alvo familiares de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa na região de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso. Ela está foragida desde agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Ostentação nas redes sociais

Entre os alvos da operação está Kauany Beatriz, de 20 anos, filha da suspeita. Nas redes sociais, onde reúne mais de 42 mil seguidores, a jovem se apresenta como “figura pública” e compartilha postagens sobre viagens internacionais, veículos de luxo e atividades de lazer.

No perfil, ela também afirma ser empresária e CEO de duas empresas em Alta Floresta, uma no ramo de calçados e outra ligada à área da beleza. O perfil possui mais de mil publicações e era utilizado para divulgar publicidade, rotina pessoal e conteúdos relacionados a jogos on-line.

Segundo a Polícia Civil, plataformas digitais de apostas e jogos de azar eram utilizadas pelo grupo como uma forma de dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas.

Prisões e alvos da operação

Kauany foi presa durante a operação junto com o marido, Guilherme Laureth, na casa onde moravam. Além deles, também foram alvos o pai da líder da facção e outros familiares suspeitos de participar do esquema.

De acordo com as investigações, o núcleo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões em pouco mais de um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

A polícia aponta que os familiares atuavam principalmente no núcleo financeiro do grupo, sendo responsáveis por administrar empresas de fachada e ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.

Esquema criminoso

As investigações também indicam que o grupo utilizava diferentes atividades para lavar o dinheiro do tráfico, entre elas:

  • empresas nos ramos de calçados, beleza e roupas;

  • plataformas de jogos on-line;

  • investimentos em imóveis e veículos de luxo;

  • atividades ligadas a garimpo irregular na região.

Ainda segundo a polícia, parte da estrutura criminosa incluía a administração de um bar e um prostíbulo próximo ao município de Nova Bandeirantes, locais que poderiam ser utilizados como apoio para as atividades do grupo.

Mandados e investigação

A Operação Showdown cumpriu:

  • 4 mandados de prisão

  • 7 mandados de busca e apreensão

  • sequestro de veículos e imóveis

  • bloqueio de contas bancárias

  • suspensão de empresas ligadas ao esquema.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e cumpridas nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. A ação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela delegacia regional de Alta Floresta.

A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso e localizar a líder da facção, que permanece foragida.

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Redação GNMT