O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu adias a análise de um recurso apresentado por investigados na Operação Espelho, que questionam decisões judiciais que resultaram no **bloqueio de mais de R$ 35 milhões em bens e valores atribuídos a empresas e pessoas físicas envolvidas nas investigações.
A Operação Espelho, deflagrada para apurar supostas fraudes em contratos de prestação de serviços de saúde no estado de Mato Grosso, especialmente em unidades como o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, já havia levado à imposição de medidas cautelares como bloqueio de bens, suspensão de contratos e proibição de contratação com órgãos públicos.
No julgamento em curso no TRF-1, a relatora, desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, apresentou voto favorável à manutenção da suspensão de algumas medidas cautelares, mas o julgamento foi interrompido por pedido de vista de outro magistrado, o que fez o colegiado adiar a conclusão da decisão sobre o recurso dos investigados.
Entre os alvos do processo estão os empresários Osmar Gabriel Chemin e Alberto Pires de Almeida, junto com empresas como a LB Serviços Médicos Ltda., que contestam a legalidade das cautelares impostas e buscam reverter o bloqueio de valores milionários.
A decisão pendente no TRF-1 é mais uma fase da tramitação judicial do caso, que continua sob análise da Justiça Federal com repercussão tanto nas investigações quanto nas estratégias de defesa dos investigados, enquanto as medidas cautelares seguem em vigor até que haja definição final pelos magistrados.