JUÍZA DE RONDONÓPOLIS NEGA ENVOLVIMENTO NO CASO DE FEMINICÍDIO E AFIRMA QUE AFASTAMENTO É ADMINISTRATIVO

A juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, negou qualquer envolvimento ou favorecimento ao marido, acusado de cometer um feminicídio no município, e afirmou que seu afastamento temporário do cargo decorre apenas de questões administrativas relacionadas ao caso.

A magistrada foi afastada das funções após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso tomarem medidas para apurar possíveis irregularidades no exercício de suas funções. O afastamento, segundo a juíza, não está ligado a participação ou ciência prévia do crime praticado pelo esposo.

Em comunicado, ela reforçou que tem colaborado com as investigações e que não houve qualquer interferência de sua parte nos atos ou decisões judiciais que pudessem beneficiar o marido no curso de procedimentos legais.

A juíza afirmou que a medida de afastamento é de natureza administrativa e visa apenas a garantir a lisura das apurações em andamento, preservando a credibilidade das instituições judiciais envolvidas. Ela também destacou seu compromisso com a ética, a imparcialidade e o respeito às normas que regem a magistratura.

Autoridades judiciais mantêm o procedimento disciplinar em curso para esclarecer os fatos, com análise de eventuais condutas que possam ter contrariado deveres funcionais ou éticos. A juíza permanece à disposição das instâncias responsáveis pela avaliação e esclarecimento de todas as circunstâncias.

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Redação GNMT