O Banco Central do Brasil decretou, em 21 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição digital controlada pelo Banco Master. A medida foi adotada cerca de dois meses após a liquidação do Master, o que gerou questionamentos sobre o intervalo entre as decisões.
De acordo com o Banco Central, o Will Bank não foi liquidado imediatamente porque, no momento do fechamento do Banco Master, a instituição foi submetida ao Regime Especial de Administração Temporária (RAET). Esse mecanismo permite ao órgão regulador assumir o controle do banco por um período, com o objetivo de buscar alternativas que possibilitem a continuidade das operações ou a venda da instituição.
Durante esse intervalo, foram analisadas possibilidades de negociação com potenciais investidores, na tentativa de evitar a liquidação e reduzir impactos ao sistema financeiro. No entanto, nenhuma proposta avançou de forma concreta, inviabilizando a recuperação da instituição.
A situação do Will Bank se agravou após o descumprimento de compromissos operacionais, o que resultou em restrições no seu funcionamento dentro do sistema de pagamentos. Diante da deterioração financeira e da ausência de soluções viáveis, o Banco Central concluiu que o banco não possuía mais condições de seguir operando.
Com isso, a autoridade monetária decidiu encerrar o regime temporário e decretar a liquidação extrajudicial, medida que visa preservar a estabilidade do sistema financeiro e proteger os interesses dos clientes e do mercado.