O ex-presidente Jair Bolsonaro seguirá internado e deve ser submetido a uma nova intervenção médica na segunda-feira (29 de dezembro de 2025) para combater crises persistentes de soluços, conforme informou a equipe que acompanha o seu quadro clínico.
Neste sábado (27), Bolsonaro passou por um procedimento chamado bloqueio anestésico do nervo frênico, localizado na região da coluna cervical e ligado ao controle do diafragma. A intervenção, considerada invasiva pelos profissionais, foi feita no lado direito para tentar atenuar os espasmos que têm causado incômodo e dificultado o descanso do ex-mandatário. Após o procedimento, ele permaneceu sob observação médica por cerca de 48 horas.
A nova etapa do tratamento prevê a realização do mesmo tipo de bloqueio, mas desta vez no lado esquerdo do nervo frênico, com o objetivo de ampliar as chances de reduzir ou eliminar os soluços persistentes. A equipe médica detalhou que a técnica pode levar algum tempo até que os efeitos completos sejam observados, e que o procedimento é realizado sob sedação com anestesia local.
Segundo boletins de saúde, Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star, em Brasília, consciente e em evolução clínica estável, embora ainda sob monitoramento contínuo. Além dos procedimentos para solução dos soluços, ele também tem recebido cuidados pós-operatórios ligados à cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia 25 de dezembro de 2025, que transcorreu dentro do esperado e sem intercorrências, conforme informado pela equipe médica.
Os médicos responsáveis indicaram ainda que não há previsão exata de alta hospitalar, mas que a expectativa é de que ocorra em até sete dias, dependendo da resposta ao tratamento, da evolução clínica geral e da capacidade de retomada de atividades básicas, como alimentação e autocuidado.
O bloqueio anestésico do nervo frênico é considerado um procedimento seguro, embora invasivo, e pode ser indicado em situações de soluços persistentes que não respondem adequadamente a tratamentos convencionais e medicamentos. A repetição da intervenção visa fornecer alívio adicional, com monitoramento rigoroso para evitar complicações respiratórias ou outras intercorrências.
A expectativa dos profissionais de saúde é acompanhar de perto a evolução após o segundo procedimento, avaliando se os soluços diminuem de intensidade e frequência, o que permitiria a continuidade da recuperação sem maiores complicações.