O período de piracema em Mato Grosso chega ao fim neste sábado, 31 de janeiro de 2026, conforme regulamentação ambiental do estado. A piracema é a época em que os peixes sobem os cursos d’água para reprodução, e sua proteção é essencial para a preservação dos estoques pesqueiros.
Durante o período de piracema, que geralmente vai de 1º de outubro até 31 de janeiro, a pesca predatória é proibida para garantir a reprodução dos peixes e a sustentabilidade dos recursos pesqueiros. Com o encerramento da piracema, os pescadores, tanto esportivos quanto profissionais, podem retomar a pesca dentro das regras estabelecidas pela legislação ambiental.
Com o fim da piracema, as atividades de pesca estão liberadas, desde que sejam respeitadas as normas definidas pelos órgãos ambientais. Entre as principais regras estão:
Uso de anzóis e linhas simples: a pesca pode ser praticada com vara e anzol, sem a utilização de redes ou apetrechos proibidos.
Tamanho mínimo das espécies: é obrigatório respeitar o tamanho mínimo permitido para a captura de cada espécie, evitando a retirada de peixes jovens antes de se reproduzirem.
Cota de captura: existe um limite de quantidade de peixes que cada pescador pode capturar por dia e por local, para reduzir a pressão sobre as populações.
Locais permitidos: a pesca só pode ser praticada em áreas autorizadas pelos órgãos ambientais, vedadas em unidades de conservação com restrições específicas.
A fiscalização das normas para a pesca é feita pelos órgãos ambientais estaduais e federais, que podem aplicar multas e apreensões em casos de descumprimento das regras, como uso de apetrechos proibidos, pesca fora das áreas permitidas ou captura de espécies em tamanho inferior ao mínimo legal.
Especialistas em recursos pesqueiros reforçam que o cumprimento das normas contribui para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e a manutenção dos estoques de peixes que são importantes para a economia, o lazer e a alimentação de comunidades ribeirinhas e pescadores esportivos.