Atualizado com informações dos principais veículos internacionais
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, foi confirmado morto em ataques militares coordenados pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro de 2026. A confirmação foi divulgada pela mídia estatal iraniana, após negativas iniciais e relatos da imprensa internacional.
A ação envolveu ataques aéreos e mísseis contra alvos em Teerã e outras regiões do país, resultando também na morte de altos comandantes iranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a morte de Khamenei e classificou o episódio como um momento decisivo contra o que descreveu como um regime opressor e perigoso.
Com o vácuo de poder, foi formado um conselho interino para exercer a liderança do país enquanto o processo de sucessão segue conforme a Constituição iraniana, que prevê a escolha de um novo líder supremo em até três meses após a vacância do cargo.
O Conselho de Liderança Interino é composto por:
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã;
Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, chefe do Judiciário;
Alireza Arafi, jurista do Conselho dos Guardiões.
O colegiado administra o país de forma temporária até a eleição do próximo líder supremo.
Em entrevistas concedidas à revista The Atlantic, o presidente Donald Trump afirmou que representantes da nova liderança iraniana teriam sinalizado interesse em retomar negociações com os Estados Unidos e declarou que concordou em conversar com eles. Trump não divulgou os nomes dessas autoridades nem detalhou quando ou como o diálogo poderá ocorrer.
O presidente norte-americano também pediu que a Guarda Revolucionária e as forças de segurança iranianas depusessem as armas, oferecendo imunidade a quem cooperar. A declaração combinou tom de ultimato com incentivos à oposição interna do Irã.
Durante as manifestações, Trump fez uma analogia a modelos políticos observados em crises internacionais, sugerindo que parte do regime poderia cooperar com os Estados Unidos durante um processo de transição, embora não tenha apresentado detalhes formais da proposta.
A proposta de negociação foi rejeitada por autoridades iranianas. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que Teerã não negociará com os Estados Unidos, acusando a administração Trump de fomentar instabilidade na região e criticando os relatos sobre possível abertura ao diálogo.
Analistas de relações internacionais avaliam que, diante da morte de Khamenei e do vácuo de poder, o Irã pode adotar uma estratégia de escalada militar e retórica para pressionar os Estados Unidos e fortalecer sua posição interna e regional.
A estrutura de poder do país, fortemente vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a interesses estratégicos em nações vizinhas, torna o cenário instável e imprevisível.
Ataques de retaliação iranianos têm sido registrados contra bases que abrigam tropas americanas e contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, ampliando o conflito para além das fronteiras iranianas.
Assembleia dos Especialistas: deve eleger o novo líder supremo dentro do prazo constitucional de três meses.
Período de luto nacional: o Irã decretou 40 dias de luto oficial pela morte de Khamenei.
Diplomacia e conflito: apesar das declarações sobre possível diálogo, as negociações formais entre Teerã e Washington permanecem congeladas, com o Irã reiterando que não negociará com os Estados Unidos.
Risco de escalada regional: ataques e retaliações podem intensificar a instabilidade no Oriente Médio, abrindo espaço para novos confrontos multilaterais envolvendo países da região.