Passado um mês desde a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o país vive uma fase de transição marcada por mudanças políticas, econômicas e sociais, mas também por incertezas quanto ao seu futuro.
Maduro foi capturado em 3 de janeiro por uma ação militar que envolveu forças dos Estados Unidos e levado para Nova York para ser julgado por acusações de tráfico de drogas. Com sua saída, a então vice-presidenta Delcy Rodríguez assumiu interinamente o poder, dando início a um novo período na política venezuelana.
Sob a liderança de Rodríguez, a Venezuela tem adotado medidas que reconfiguram parte da agenda nacional, incluindo:
Reaproximação diplomática com os Estados Unidos, após anos de relações rompidas, com a chegada de um novo chefe da missão americana em Caracas.
Abertura do setor petrolífero para investimento estrangeiro, com alteração na legislação que modifica regras históricas de exploração e atrai interesse internacional.
Anistia geral e libertação de alguns presos políticos, além da promessa de fechar a prisão de El Helicoide, foco de críticas de direitos humanos.
Apesar das mudanças, o país enfrenta um momento de esperança misturada com temor e incerteza. Muitos venezuelanos aguardam melhorias econômicas e sociais, mas ainda há receios sobre a estabilidade política, a continuidade de medidas repressivas e a transição democrática.
Analistas definem o cenário atual como uma espécie de “estabilidade tutelada”, em que o regime ainda guarda elementos do passado chavista, mas opera sob forte influência externa e sob a liderança de novos protagonistas.