Um documento oficial obtido pelo jornal The Washington Post contradiz a versão divulgada por autoridades do governo do ex-presidente Donald Trump sobre as circunstâncias que envolveram a morte de um enfermeiro no contexto de uma operação do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). A análise dos registros oficiais indica que não há evidências de que o profissional tenha sacado uma arma antes de ser morto pelos agentes, conforme havia sido inicialmente afirmado pelo governo.
De acordo com o jornal, os documentos internos revisados revelam que agentes do ICE dispararam contra o enfermeiro durante a abordagem, que ocorreu no estado de Flórida (EUA), sem registros de que a vítima estivesse armada ou representasse uma ameaça iminente que justificasse o uso de força letal.
O caso gerou polêmica e levantou questionamentos sobre a transparência das informações fornecidas por agências federais dos Estados Unidos, além de reacender debates sobre o uso da força por parte de agentes de imigração no país.
Fontes que tiveram acesso ao material afirmaram ao veículo que o documento oficial contém detalhes que não corroboram a versão anterior, levantada por representantes do governo, e que agora estão sendo analisados por advogados e defensores dos direitos civis, que pedem esclarecimentos adicionais.
Até o momento, autoridades do ICE e do governo americano não fizeram comentários públicos adicionais sobre o conteúdo do documento ou sobre a nova linha de investigação que surgiu com a reportagem.