O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) afirmou que não pretende pedir desculpas após chamar o ex-governador Mauro Mendes de “traidor” durante a convenção estadual do partido, realizada nesta quinta-feira (30). A declaração ocorreu em meio às divergências internas da legenda sobre a sucessão ao Governo de Mato Grosso.
Após a repercussão do episódio, Dilmar informou que deixou nas mãos do governador Otaviano Pivetta a decisão sobre sua permanência na liderança do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
O parlamentar voltou a defender sua posição, afirmando que disputas internas fazem parte da política e descartou qualquer retratação. “Não vou pedir desculpas”, declarou ao ser questionado sobre as críticas dirigidas a Mauro Mendes.
Durante a convenção, o principal impasse foi a definição do apoio do União Brasil para as eleições estaduais. Enquanto uma ala defendia a candidatura do senador Jayme Campos, outro grupo apoiava a continuidade do projeto político liderado por Pivetta.
Apesar do clima de tensão, Dilmar avaliou que as divergências não devem provocar prejuízos permanentes ao grupo governista, destacando que diferentes apoios eleitorais são comuns dentro das alianças partidárias. O deputado também ressaltou sua longa trajetória no antigo PFL, no DEM e, atualmente, no União Brasil, afirmando ter legitimidade para defender os rumos da sigla em Mato Grosso.
Agora, a permanência de Dilmar na liderança do governo na ALMT dependerá da decisão do governador Otaviano Pivetta, que deverá avaliar se mantém o parlamentar na função ou promove mudanças para buscar maior unidade entre União Brasil e Republicanos.