Intervalo entre “super” El Niños diminui e preocupa cientistas; novo evento extremo pode surgir ainda em 2026

Um possível novo episódio de “super” El Niño previsto para o fim de 2026 tem chamado atenção da comunidade científica por um motivo preocupante: o intervalo entre os eventos extremos vem ficando cada vez menor.

Segundo reportagem publicada pelo g1 neste sábado (24), especialistas avaliam que o fenômeno climático pode atingir intensidade histórica, com aquecimento das águas do Oceano Pacífico acima de 2 °C, condição considerada por muitos pesquisadores como um “super” El Niño.

Desde 1950, apenas cinco episódios foram classificados como muito fortes. Entre eles, os intervalos chegaram a variar entre 10 e 18 anos. Porém, caso a previsão para 2026-2027 se confirme, o espaço entre dois eventos extremos poderá cair para apenas três anos, após o El Niño de 2023-2024.

O último fenômeno considerado oficialmente o mais intenso da era moderna ocorreu entre 2015 e 2016, quando as temperaturas do Pacífico ficaram cerca de 2,6 °C acima da média. Já o evento de 2023-2024 atingiu aproximadamente 2 °C e provocou impactos severos em várias regiões do planeta.

Entre os efeitos registrados recentemente estão as enchentes históricas no Rio Grande do Sul, secas severas na Amazônia e recordes globais de calor.

De acordo com a NOAA, agência climática dos Estados Unidos, existe 96% de probabilidade de desenvolvimento de um novo El Niño até o início de 2027. Alguns modelos climáticos europeus já apontam possibilidade de aquecimento próximo a 3 °C.

Especialistas alertam que o aquecimento global pode estar influenciando a frequência e a intensidade desses eventos extremos.

No Brasil, os impactos esperados incluem aumento de chuvas intensas no Sul, risco maior de enchentes e deslizamentos, além de seca severa e ondas de calor nas regiões Norte e Nordeste. A Amazônia e o Pantanal também podem enfrentar crescimento no risco de queimadas e incêndios florestais.

Apesar das projeções, os pesquisadores reforçam que ainda existe incerteza sobre a intensidade final do fenômeno, e os modelos devem ganhar maior precisão a partir dos próximos meses.

Você pode compartilhar esta noticia!

author

Redação GNMT