O ex-presidente Jair Bolsonaro foi temporariamente levado a um hospital em Brasília para a realização de uma série de exames médicos após sofrer uma queda dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF). A transferência foi autorizada por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorreu sob escolta em meio a uma operação discreta.
O incidente, que aconteceu na madrugada de terça-feira, envolveu Bolsonaro caindo e batendo a cabeça em um móvel enquanto estava em sua cela. Em resposta à situação, sua equipe médica solicitou autorização para que ele fosse avaliado em ambiente hospitalar, considerando a possibilidade de traumatismo craniano e outros sintomas associados ao impacto e à sua condição clínica.
O ex-mandatário foi levado ao Hospital DF Star, onde passou por exames de imagem que incluíram tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, com o objetivo de verificar possíveis lesões, alterações neurológicas ou outras complicações decorrentes da queda — especialmente diante de relatos de sintomas como perda momentânea de memória ou oscilação de consciência.
Após a realização dos exames, Bolsonaro foi liberado pelo hospital na tarde do mesmo dia e retornou à Superintendência da PF em Brasília, onde continuará cumprindo sua pena. A volta ao local de detenção ocorreu de forma escoltada e sem alteração no regime de prisão.
A autorização para a saída de Bolsonaro ao hospital aconteceu após análise judicial, levando em conta a avaliação médica e o quadro clínico apresentado. A decisão considerou que a realização de exames em ambiente especializado poderia ajudar a esclarecer se havia risco de agravamento da condição física ou necessidade de tratamento adicional.
O episódio se insere no contexto de uma série de questões de saúde enfrentadas por Bolsonaro nos últimos meses, que já passou por procedimentos médicos e internações relacionadas a cirurgias e tratamentos de rotina. A defesa, por sua vez, continua acompanhando o caso e aguarda os resultados complementares dos exames para definir eventuais medidas de acompanhamento ou tratamento futuro.