Laboratório Federal confirma vírus após criador relatar mortes súbitas. Indea impôs barreira sanitária e sacrificou todo o plantel local para evitar disseminação da doença.
O estado de Mato Grosso registra atualmente o único foco ativo de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária, em todo o território nacional. A confirmação foi feita nesta sexta-feira (16) pelo painel de monitoramento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), referente a uma ave de criação doméstica (não comercial) no município de Acorizal, a 67 km de Cuiabá.
O vírus foi identificado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP). A detecção ocorreu após o próprio criador notificar ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) a ocorrência de mortes repentinas em seu plantel. Uma equipe do órgão foi até a propriedade, colheu material dos animais doentes e enviou as amostras para análise, que confirmou a doença. A espécie da ave infectada não foi divulgada.
Diante da confirmação, o Indea agiu rapidamente para isolar o foco e evitar a propagação do vírus. As medidas de contingência adotadas na propriedade incluem:
Instalação de uma barreira sanitária para controlar rigorosamente a entrada e saída de animais, materiais e equipamentos.
Abate sanitário de todas as aves existentes no local. Os animais sacrificados serão descartados em valas, conforme protocolo de segurança.
Limpeza e desinfecção completa das instalações onde as aves eram mantidas.
Vigilância ativa nas propriedades situadas em um raio de três quilômetros (zona perifocal) e de dez quilômetros (zona de vigilância) ao redor do foco.
A Secretaria de Estado de Agricultura e o Mapa reforçam que, por se tratar de uma ave não comercial (de criação doméstica ou de subsistência), o caso não afeta o status sanitário do estado nem as exportações do setor avícola mato-grossense, que segue operando normalmente.
Enquanto Mato Grosso concentra o único foco ativo, outros sete casos suspeitos estão sob investigação em unidades da federação: Pará, Ceará, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e dois no Rio Grande do Sul. As autoridades mantêm o alerta para que criadores, tanto comerciais quanto de fundo de quintal, notifiquem imediatamente qualquer sinal de doença ou mortalidade anormal em suas aves.