Deputada comprou apartamento de R$ 4 milhões com desvios do INSS, diz ministro do STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou que há provas de que a deputada federal Maria Gorete Pereira utilizou dinheiro desviado de aposentados e pensionistas do INSS para adquirir bens de alto valor.

Segundo a decisão do ministro, que autorizou o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (17), a parlamentar teria comprado um apartamento avaliado em mais de R$ 4 milhões, além de um veículo de luxo superior a R$ 400 mil, utilizando recursos provenientes do esquema fraudulento.


Esquema investigado

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a deputada é suspeita de integrar um grupo criminoso que atuava na articulação política e operacional de associações utilizadas para realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários.

O esquema consistia em aplicar cobranças não autorizadas diretamente nos pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS, gerando lucros ilegais aos envolvidos.

Ainda conforme a apuração, valores elevados foram transferidos para contas ligadas à deputada por meio de uma empresa considerada de fachada, identificada como SOP Processamento de Dados Ltda.


Compra de imóveis e bens

Documentos analisados indicam que o apartamento, avaliado em cerca de R$ 4,43 milhões, teria sido adquirido em nome de uma empresa vinculada ao esquema e administrada por uma sobrinha da parlamentar.

Na decisão, o ministro afirma que há evidências de que tanto o imóvel quanto o veículo de luxo foram comprados com dinheiro desviado de beneficiários do INSS.


Operação e desdobramentos

A ação faz parte de uma nova fase de investigações sobre fraudes no sistema previdenciário, que apuram um esquema bilionário envolvendo entidades e associações que realizavam descontos ilegais.

A operação inclui medidas como buscas e apreensões para coleta de provas e aprofundamento das investigações sobre o destino dos recursos desviados.


Situação

Até o momento, a deputada é investigada no caso, e as autoridades seguem analisando provas reunidas pela Polícia Federal. O processo tramita no Supremo Tribunal Federal devido ao foro privilegiado da parlamentar.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado aos aposentados e pensionistas.

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Redação GNMT