CHICO CONTESTA ASSINATURA EM CPI DA OPERAÇÃO ESPELHO E DIZ QUE NOME FOI RETIRADO DO REQUERIMENTO EM 2023

O vereador Francisco Carlos Amorim Silveira, conhecido como Chico, afirmou que seu nome foi retirado do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga desdobramentos da Operação Espelho na Câmara Municipal de Cuiabá. A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre sua suposta participação na assinatura do pedido de instalação da CPI.

Segundo Chico, embora o documento original tenha circulado com o que parecia ser sua assinatura, ele garante que não chegou a assinar o requerimento final, e que seu nome foi riscardo ainda em 2023, antes da apresentação formal do pedido de abertura da comissão. O parlamentar afirmou que sempre manteve uma posição de defesa da legalidade e que não compactua com decisões tomadas sem o seu consentimento direto.

A CPI em questão foi proposta para aprofundar a apuração de possíveis irregularidades relacionadas à execução de contratos e procedimentos administrativos no âmbito de órgãos públicos municipais, parte do contexto investigativo conhecido como Operação Espelho. No entanto, a tramitação do pedido enfrentou resistência e controvérsias internas, inclusive sobre o número de assinaturas válidas para instalação da comissão.

Chico informou ainda que tomou conhecimento das divergências após comentários em redes sociais e em conversas com colegas de parlamento, mas que efetivamente seu nome não integrou o requerimento submetido à Mesa Diretora da Câmara. O vereador reafirmou sua disposição de colaborar com qualquer processo de investigação legítimo, desde que respeitados os trâmites regimentais.

A controvérsia envolvendo a assinatura e a contestação pública de Chico acrescenta um novo capítulo às discussões sobre a criação da CPI, que já vinha sendo tema de debate intenso entre parlamentares e setores da sociedade civil interessados na transparência e na fiscalização das ações administrativas.

A Mesa Diretora da Câmara ainda não se posicionou oficialmente sobre a declaração do vereador nem sobre eventuais ajustes no trâmite da CPI após a contestação da assinatura.

O caso segue sob observação e deve continuar a repercutir no ambiente político municipal, especialmente no contexto das negociações internas entre os vereadores.

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Redação GNMT