O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, declarou que o anúncio de uma possível greve dos servidores do Tribunal de Justiça deve ser tratado como uma questão interna do Poder Judiciário, sem relação direta com os servidores do Poder Executivo estadual. A manifestação foi feita em meio à crescente discussão sobre o reajuste salarial dos trabalhadores do Judiciário e às tensões entre os poderes.
Segundo o governador, o movimento reivindicatório e a eventual paralisação dos servidores da Justiça são assuntos que dizem respeito exclusivamente à estrutura e às negociações internas daquele órgão, não devendo repercutir ou interferir na administração dos servidores que atuam em órgãos e secretarias do Executivo.
Mauro Mendes ressaltou que a gestão estadual tem atuado com responsabilidade fiscal e possui limites orçamentários a serem respeitados, enquanto reforça que a autonomia do Judiciário deve ser preservada, inclusive nas negociações com sua categoria profissional.
A declaração do chefe do Executivo estadual ocorre em um contexto de embate político e fiscal envolvendo a proposta de reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Tribunal de Justiça, que gerou resistência do Governo por causa do impacto nas contas públicas e de discordâncias quanto à legalidade e à forma de implementação do aumento.
O governo estadual tem argumentado que a concessão de reajustes a uma categoria específica pode desencadear efeitos financeiros mais amplos sobre a folha de pagamento dos demais poderes e setores públicos, além de exigir análise detalhada dentro do plano orçamentário vigente.
Com a fala pública de Mauro Mendes, a intenção é separar claramente as discussões entre os poderes, preservando a atuação dos servidores do Executivo e evitando que qualquer movimento grevista no Judiciário repercuta fora de sua esfera de atuação.