A mãe do ex-governador de Mato Grosso faleceu de causas naturais. Velório e sepultamento ocorrem nesta terça-feira (13) em Cuiabá, com homenagens de autoridades.
Dona Maria Benedita Martins de Oliveira, mãe do ex-governador de Mato Grosso Dante de Oliveira, morreu nesta segunda-feira (12), aos 104 anos. De acordo com a família, ela faleceu de causas naturais, sem estar doente. “Ela só deitou e descansou. Não estava doente nem nada”, disse Ribeiro.
O corpo de Dona Maria Benedita será velado a partir das 7h desta terça-feira (13) na Capela Jardins, em Cuiabá. O sepultamento está marcado para as 16h30 no Cemitério da Piedade.
A morte da matriarca, que já havia contraído Covid-19 duas vezes entre 2020 e 2021, mobilizou homenagens de diversas autoridades, que destacaram seu papel histórico e familiar.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), registrou em suas redes sociais: “Ela nos deixa um legado formado por uma trajetória de superações. Aos familiares e amigos, externo meu sentimento de pesar e solidariedade”.
O governador Mauro Mendes (União) afirmou ter recebido a notícia com tristeza e desejou conforto à família. Já o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, em nota, enalteceu a vida “marcada pelo exemplo, pela dedicação à família e pelo legado humano”.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), destacou a profunda ligação de Dona Maria Benedita com a capital: “Seu legado ultrapassa os laços familiares e se confunde com a própria história de Cuiabá, cidade onde viveu, criou seus filhos e se tornou uma figura querida e respeitada”.
Maria Benedita era a mãe do ex-governador Dante de Oliveira, um dos nomes mais emblemáticos da política mato-grossense e nacional. Dante, que faleceu em 2006, foi o autor da Emenda Dante de Oliveira, que pedia eleições diretas para presidente e foi o símbolo jurídico da campanha das Diretas Já. Ele governou Mato Grosso entre 1995 e 2002, além de ter sido prefeito de Cuiabá por três mandatos, deputado federal, estadual e ministro.
Dona Maria Benedita deixa um legado familiar que se entrelaça com a história política do estado, lembrada como uma figura de força, coragem e amor que reuniu gerações.