Deputados pedem prisão de Nikolas Ferreira por incentivar intervenção estrangeira e “traição à pátria”

Um grupo de parlamentares apresentou nesta segunda-feira pedidos formais para que o deputado federal Nikolas Ferreira seja investigado e preso por suposta tração à pátria, após ele publicar mensagens que foram interpretadas como defesa de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

Os pedidos foram protocolados por deputados que criticaram duramente as postagens de Ferreira nas redes sociais, nas quais ele compartilhou uma montagem sugerindo que as forças norte-americanas poderiam invadir o Brasil e capturar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, espelhando um ataque recente à Venezuela. Para os parlamentares que assinam as representações, a conduta configura ofensa à soberania nacional e incitação de ingerência estrangeira, o que, em sua avaliação, fere os princípios constitucionais e merece apuração criminal.

Entre os deputados que lideram as ações estão nomes do campo progressista que argumentam que a imunidade parlamentar não pode ser usada como escudo para justificar e promover incitações que colocam em risco a ordem constitucional e a segurança do país. Eles defendem que a postura adotada pelo parlamentar representa uma afronta direta à independência do Brasil e que medidas legais devem ser tomadas para responsabilizá-lo.

A discussão ganhou ainda mais força após outro deputado e um ex-liderança partidária também apresentarem representação à Procuradoria-Geral da República (PGR), apontando que a publicação pode configurar apologia a golpe de Estado e convidar potências estrangeiras a interferirem nos assuntos internos brasileiros. Os autores da ação ressaltam que qualquer convite a forças externas para remover um chefe de Estado eleito é incompatível com o Estado democrático de direito.

Os pedidos incluem solicitações de instauração de inquérito e avaliação de eventuais crimes previstos no Código Penal e na legislação que trata da segurança nacional, incluindo infrações relacionadas à traição à pátria. A tramitação das representações seguirá agora pelos órgãos competentes, que irão avaliar se as condutas apontadas possuem consistência jurídica para gerar indiciamento ou medidas cautelares.

O deputado Nikolas Ferreira ainda não se manifestou oficialmente sobre os pedidos de prisão ou as representações apresentadas, e seu posicionamento poderá influenciar os próximos passos jurídicos e políticos desse episódio.

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Redação GNMT