A Polícia Civil indiciou o secretário-adjunto Leomindo de Arruda Maciel Júnior, conhecido como “Júnior Cuiabano”, pelo crime de importunação sexual. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá.
Segundo a apuração, os episódios começaram em 2025, quando a vítima passou a trabalhar na Casa Civil. O primeiro caso teria ocorrido durante um evento, quando o suspeito declarou interesse e chegou a oferecer benefícios financeiros, sugerindo repasses irregulares caso mantivessem um relacionamento.
De acordo com o depoimento, nos meses seguintes o investigado passou a enviar mensagens pessoais, fazer comentários sobre a aparência da vítima e abordar temas íntimos, gerando constrangimento. Em uma das situações, ele teria dado um presente à servidora, posteriormente devolvido.
A vítima relatou ainda que, após rejeitar as investidas, sofreu represálias no ambiente de trabalho, como aumento de demandas e exclusão de escalas em eventos. Também afirmou que o suspeito insinuava a terceiros que os dois mantinham um relacionamento, o que nunca aconteceu.
Ela informou à polícia que passou a guardar mensagens e procurou ajuda dentro do órgão, mas não recebeu o apoio necessário. Diante disso, registrou ocorrência e solicitou medida protetiva.
Em nota, a Casa Civil informou que o secretário não integra mais o quadro do governo e que a exoneração será oficializada em edição extra do Diário Oficial.
O caso foi encaminhado à Justiça e tramita sob sigilo em Cuiabá.