Servidor público é investigado por desviar benefícios de moradores de casa de acolhimento em Várzea Grande (MT)

Um servidor público e ex-gerente da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, foi alvo da Operação Broquel, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (22). Ele é investigado por suspeita de desviar benefícios de pessoas acolhidas na unidade.

De acordo com as investigações, o suspeito ocupou o cargo de gerente até 2024 e, atualmente, atuava na Secretaria Municipal de Saúde. A identidade não foi divulgada. Durante o cumprimento das ordens judiciais, ele foi afastado da função pública.

Conforme apurado pela Polícia Civil, o investigado teria se aproveitado da posição de confiança para se apropriar de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais das vítimas. Com isso, realizava saques indevidos e até contraía empréstimos em nome dos acolhidos, sem autorização.

Relatos reunidos ao longo da investigação apontam que as vítimas estavam em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica. Entre elas, há pessoas em situação de rua, analfabetas, com dificuldades de comunicação, dependência química ou transtornos psiquiátricos, o que teria facilitado a prática dos crimes.

Em um dos casos analisados, foi identificado um empréstimo consignado superior a R$ 16 mil realizado de forma fraudulenta em nome de um dos acolhidos.

Além dos desvios financeiros, a polícia também investiga denúncias de que o suspeito utilizava a mão de obra de internos em atividades particulares, sem qualquer tipo de remuneração, em uma propriedade privada.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, além da quebra de sigilo de dados eletrônicos. Os materiais apreendidos devem auxiliar no avanço das investigações.

A Justiça determinou, além do afastamento do cargo, a proibição de contato do investigado com vítimas e testemunhas, bem como o impedimento de acesso a prédios ligados à Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande. Ele também está proibido de ser nomeado para cargos públicos no âmbito municipal durante o andamento do processo.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Redação GNMT