Caseiro é preso por abusar sexualmente da filha dos patrões por mais de oito anos em MT

Um homem de 67 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (16), suspeito de abusar da filha do patrão por mais de oito anos, no município de Comodoro.

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, o suspeito trabalhava como caseiro da família e se aproveitava da confiança e da proximidade com a vítima, hoje com 16 anos, para cometer os crimes desde que ela tinha cerca de 8 anos.

A denúncia chegou à polícia após a mãe da adolescente procurar a delegacia e relatar os abusos. Conforme as investigações, os crimes ocorriam frequentemente no sítio da família, principalmente quando os pais se ausentavam.

De acordo com a apuração, o homem utilizava ameaças e pressão psicológica para manter a vítima em silêncio, chegando a afirmar que os atos eram “normais”. Ainda segundo a polícia, no mês de março, a adolescente teria sido novamente forçada a manter relação na ausência dos responsáveis.

O caso veio à tona após a jovem gravar ligações telefônicas em que era importunada pelo suspeito. Com as provas em mãos, ela decidiu relatar a situação à família, que procurou as autoridades.

Diante das informações, e após indícios de que o suspeito possuía armas de fogo, os policiais foram até a residência dele, localizada na zona rural, a cerca de 41 quilômetros do centro da cidade. Durante as buscas, foram apreendidas duas armas de calibre .22 e seis munições intactas.

As investigações seguem em andamento pela Polícia Civil de Mato Grosso, que trabalha para reunir mais elementos que possam fortalecer o inquérito. A polícia também apura se há outras possíveis vítimas ligadas ao suspeito, considerando o longo período em que os crimes teriam ocorrido.

O caso é tratado com prioridade devido à gravidade das denúncias e à vulnerabilidade da vítima à época dos fatos. A adolescente segue sendo acompanhada por órgãos de proteção, que prestam suporte psicológico e social.

As autoridades reforçam a importância de denunciar situações de abuso, destacando que vítimas e familiares podem procurar a polícia ou acionar canais oficiais de proteção para garantir a segurança e a responsabilização dos envolvidos.

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Redação GNMT