Delegado chefe é exonerado do cargo um mês após caso de estupro de detenta em delegacia de MT

Mudança ocorre após repercussão do caso em que uma mulher denunciou ter sido abusada sexualmente por um policial dentro de uma unidade da Polícia Civil.


O delegado-chefe de uma delegacia em Mato Grosso foi exonerado do cargo cerca de um mês após o caso em que uma detenta denunciou ter sido estuprada dentro da unidade policial. A decisão foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (13).

Segundo a corporação, a exoneração ocorreu após a repercussão do caso, que passou a ser investigado pela instituição. A mudança atinge apenas a função de chefia da delegacia, e não significa punição disciplinar automática, já que as investigações ainda estão em andamento.

O episódio ganhou grande repercussão no estado após a denúncia de que uma mulher presa teria sido vítima de abuso sexual cometido por um policial dentro da delegacia. O caso levou à abertura de procedimentos internos e investigação criminal para apurar as circunstâncias da denúncia.

De acordo com a Polícia Civil, as apurações seguem em andamento e podem resultar em medidas administrativas ou judiciais contra os envolvidos, dependendo das conclusões do inquérito.

Investigação do caso

Após a denúncia, a Polícia Civil instaurou investigação para apurar o suposto crime e as responsabilidades dentro da delegacia. O policial apontado como suspeito passou a ser investigado, e a instituição informou que está adotando as medidas necessárias para esclarecer o ocorrido.

A delegada-geral da Polícia Civil de Mato Grosso classificou o caso como “inadmissível” e anunciou que protocolos internos seriam revisados para evitar situações semelhantes dentro das unidades policiais.

Procedimentos internos

Além da investigação criminal, a corporação também instaurou procedimentos administrativos para avaliar a conduta dos agentes e a atuação da delegacia.

A Polícia Civil reforçou que casos dessa natureza são tratados com rigor e que qualquer irregularidade comprovada poderá resultar em punições previstas na legislação.

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Redação GNMT