Vítima de 33 anos morreu após complicações durante procedimento de lipoescultura e cruroplastia em Tangará da Serra
A Polícia Civil indiciou dois médicos por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, após a morte da empresária e professora Jéssica Santiago, de 33 anos, ocorrida durante uma cirurgia estética em Tangará da Serra, a cerca de 242 km de Cuiabá.
A morte aconteceu no dia 17 de fevereiro deste ano, quando a empresária realizou um procedimento que envolvia cruroplastia e lipoescultura em uma unidade hospitalar do município.
Segundo a Polícia Civil, durante a cirurgia a paciente apresentou instabilidade hemodinâmica, caracterizada por falhas no funcionamento do sistema cardiovascular e na oxigenação dos órgãos. O quadro evoluiu para parada cardiorrespiratória, e a equipe médica iniciou manobras de reanimação, mas a vítima não resistiu.
O laudo do exame necroscópico e uma perícia complementar indicaram que a causa da morte foi pneumotórax bilateral provocado por perfuração da parede torácica posterior, lesão considerada compatível com o uso de instrumento cirúrgico durante o procedimento estético.
Com base nos laudos e nas investigações, os dois médicos responsáveis pela cirurgia foram indiciados pela Polícia Civil. O caso agora foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que irá analisar as provas e decidir sobre possíveis medidas judiciais.
Em depoimento, os médicos afirmaram que não houve erro durante o procedimento. Segundo eles, a lesão encontrada no corpo da empresária poderia ter ocorrido durante as manobras de reanimação realizadas após a parada cardíaca.
A investigação teve início após o marido da vítima registrar ocorrência na polícia no dia da cirurgia, relatando a morte da esposa durante o procedimento estético.
O caso segue agora sob análise do Ministério Público, que poderá decidir se apresenta denúncia à Justiça contra os profissionais envolvidos.