Vereador é preso por invadir casa e praticar importunação sexual em cidade do interior de MT

Um homem de 57 anos, que alegou ser vereador municipal, foi detido após invadir uma residência e praticar atos libidinosos sem consentimento contra uma mulher de 41 anos. O crime foi presenciado por um dos filhos da vítima.

Um caso grave de importunação sexual e violação de domicílio chocou o distrito de Itanhangá na tarde desta quarta-feira (07). A vítima, uma mulher de 41 anos, precisou ser socorrida pela Polícia Militar após ser agredida sexualmente dentro de sua própria casa, na presença de um de seus filhos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição foi acionada pelo filho da mulher, que relatou a invasão e os atos libidinosos praticados sem consentimento por um homem de 57 anos. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima, seus três filhos, o suspeito e a esposa dele, todos em estado de grande agitação.

Em depoimento, a mulher contou que conhece o agressor por ele ser amigo de seu marido. Ela revelou que o homem vinha enviando áudios inapropriados pelo WhatsApp, com o claro objetivo de se aproximar dela. Incomodada, a vítima decidiu bloqueá-lo.

A situação, no entanto, escalou rapidamente para o mundo real. Cerca de meia hora depois do bloqueio, o suspeito foi até a casa da mulher e invadiu o imóvel, alcançando a cozinha. Assustada, ela gritou por socorro. Um vizinho atendeu ao chamado e encontrou o invasor ainda dentro da residência, que então deixou o local.

O susto, porém, não havia terminado. Aproximadamente 30 minutos depois, o mesmo homem retornou à casa. Foi quando um dos filhos da vítima acionou novamente a Polícia Militar.

Diante dos policiais, o acusado confirmou sua identidade e afirmou ser vereador municipal. Ele admitiu ter ingerido bebida alcoólica e disse que foi até a casa para procurar o marido da vítima. Segundo sua versão, ao encontrar a mulher sozinha na primeira vez, decidiu retornar mais tarde "para pedir desculpas".

A justificativa, no entanto, não se sustentou perante os fatos relatados pela vítima e pela testemunha. A vítima, o suspeito e o vizinho que testemunhou a primeira invasão foram encaminhados à Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Tapurah.

Na delegacia, o caso foi formalmente registrado como violação de domicílio consumada e importunação sexual. As investigações estão a cargo da Polícia Civil, que deve apurar todas as circunstâncias do crime, incluindo a condição de vereador alegada pelo suspeito.

O caso evidencia, mais uma vez, a violência que pode partir de conhecidos e a escalada de assédio virtual para ataques presenciais, dentro do próprio lar da vítima.

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Redação GNMT