Operação Cesimt desmonta esquema de armazenamento de pornografia infantil em nuvem em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (5), a Operação Cesimt, cumprindo ordens judiciais de busca e apreensão em Nova Mutum-MT. O alvo é um jovem investigado por crimes cibernéticos de extrema gravidade: o armazenamento em serviços de nuvem de mais de 250 arquivos com conteúdo de abuso sexual de crianças e adolescentes.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), revelaram uma dinâmica delitiva organizada. O suspeito mantinha, de forma contínua desde 2023, contas pessoais em serviços de armazenamento online abarrotadas com material de pornografia infantojuvenil.

Para desvendar o caso e chegar ao autor com precisão, os peritos da DRCI empregaram técnicas avançadas de investigação digital, quebrando a falsa sensação de anonimato que o criminoso acreditava ter na internet. A conduta se enquadra no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena prevista de até quatro anos de reclusão.

O objetivo da operação era apreender os dispositivos usados no crime, como smartphones e notebooks, para análise forense e coleta de provas. No entanto, a ação surpreendeu os policiais com um desdobramento: durante as buscas na residência, um segundo homem, que estava no local, foi preso em flagrante. Em seu telefone celular, os agentes encontraram centenas de imagens de pedofilia.

Em relação ao alvo principal da operação, todos os dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos a uma perícia minuciosa na DRCI. O delegado responsável pela investigação, Guilherme Rocha, foi enfático ao comentar o sucesso da ação. "A investigação comprova novamente que a alta expertise técnica da Polícia Civil de Mato Grosso é capaz de identificar e localizar criminosos que buscam na internet uma sensação falsa de segurança", declarou.

O titular da DRCI, delegado Sued Dias da Silva Junior, reforçou o compromisso da especializada. “O combate sistemático a esses crimes, principalmente no armazenamento e transmissão de pornografia infantil, é uma prioridade constante. Esta delegacia trabalha diuturnamente no combate a condutas abomináveis e que geram alta repulsa social”, destacou.

A operação marca mais um golpe da polícia contra redes de exploração sexual infantojuvenil que se escondem atrás da tecnologia, demonstrando que o anonimato digital é uma ilusão para quem comete tais crimes.

 

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Redação GNMT