Operação apreende celulares, drogas e até mussarela em tentativa de entrega por drones à Mata Grande

A ação 'Escudo Penal' interceptou carga avaliada em R$ 400 mil em mata próxima ao presídio; suspeitos fugiram ao avistarem agentes

Em uma operação sigilosa iniciada ainda de madrugada, a direção da Penitenciária Major PM Eldo de Sá Corrêa, o Presídio da Mata Grande, frustrou uma tentativa de introduzir itens ilícitos na unidade por meio de drones. Batizada de Operação Escudo Penal, a ação ocorreu na última segunda-feira (12) e resultou na apreensão de dezenas de produtos que seriam enviados a presos.

Com o objetivo de identificar e capturar criminosos que operam drones para abastecer o crime organizado dentro do sistema prisional, uma equipe de policiais penais disfarçados adentrou uma região de mata fechada próximo à MT-130. Após horas de patrulha, os agentes avistaram dois indivíduos manuseando os equipamentos aéreos. Ao receberem voz de prisão, os suspeitos conseguiram fugir em direção à mata, escapando da captura.

Material apreendido
A busca no local revelou uma mochila com uma carga diversificada e de alto valor no mercado ilegal. Entre os itens, destacam-se:

  • 16 aparelhos celulares, 227 chips, 11 fontes e cabos USB;

  • Cinco pacotes de fumo e três papéis de seda;

  • Quatro garrafas de uísque;

  • Duas bandejas de mortadela e duas de mussarela;

  • Itens de apoio, como carretéis de linha, fitas isolantes, garrotes de látex e isqueiros.

Além dos produtos, foi apreendido um kit completo de drone, incluindo o aparelho voador, nove baterias, carregador, hélices e cabos.

Impacto financeiro e operação contínua
Segundo a administração da penitenciária, o valor estimado dos produtos confiscados chega a R$ 400 mil, representando um duro golpe no esquema. A ação reforça o trabalho contínuo das equipes de segurança no combate ao crime organizado e no bloqueio de novas tentativas de burlar a vigilância do sistema prisional.

A operação evidencia a sofisticação dos métodos usados para introduzir itens proibidos e a necessidade de estratégias igualmente elaboradas por parte dos agentes penitenciários para interceptar essas cargas antes que alcancem os presídios.

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Redação GNMT