A Igreja Católica anunciou que um enviado especial do papa Leão XIV participará da cerimônia de beatificação do padre João Bosco Burnier, missionário assassinado em Mato Grosso em 1976. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira (24).
Padre João Bosco Burnier era jesuíta e foi morto com um tiro na cabeça no dia 11 de outubro de 1976, no município de Ribeirão Cascalheira (MT), durante o período da ditadura militar. Ele havia ido até a delegacia da cidade acompanhado de outro religioso para interceder em favor de duas mulheres que estavam presas e sendo vítimas de agressões.
Ao contestar as violências praticadas no local, o padre acabou sendo baleado por um policial. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O caso teve grande repercussão e marcou a história da Igreja Católica na região.
O processo de beatificação reconhece o religioso como mártir, ou seja, alguém que morreu em razão da fé. A presença do representante do Vaticano na celebração reforça a importância do ato para a Igreja no Brasil e para a comunidade local.
A cerimônia de beatificação deve reunir autoridades religiosas, fiéis e familiares, celebrando a trajetória do padre João Bosco Burnier, lembrado pela atuação em defesa dos direitos humanos e pelo compromisso com as comunidades mais vulneráveis.