EX-SECRETÁRIO DE CUIABÁ É DENUNCIADO POR ASSÉDIO SEXUAL E PEDIU EXONERAÇÃO DO CARGO

O ex-secretário de Trabalho e antigo chefe de gabinete da Prefeitura de Cuiabá, Willian Leite de Campos, foi denunciado por assédio sexual e assédio moral por uma ex-servidora municipal após registrar um boletim de ocorrência na sexta-feira (6). A denúncia veio à tona poucas horas depois de ele solicitar sua exoneração do cargo, oficialmente alegando “motivos pessoais”.

De acordo com o relato da vítima, que trabalhou diretamente com Campos na administração municipal, as condutas consideradas inadequadas teriam ocorrido ao longo de 2025. A ex-servidora narrou episódios de aproximações físicas não consentidas, tentativas de beijo e convites insistentes para encontros fora do ambiente de trabalho. Ela também relatou que o então secretário teria criado um ambiente de trabalho hostil, incluindo comando excessivo e isolamento, utilizando sua posição hierárquica de forma abusiva.

Em um dos episódios descritos no boletim de ocorrência, a denunciante afirmou que o acusado teria, em um contexto constrangedor, empurrado a própria mão dela para dentro da bolsa durante uma entrega de dinheiro, causando grande embaraço. A ex-servidora também apontou episódios de violência psicológica e humilhação, que teriam tornado sua permanência no cargo insustentável.

A denúncia inclui relatos de condutas que vão além do comportamento inconveniente, com a vítima mencionando ainda episódios que teriam relação com manejo financeiro inadequado envolvendo recursos e ordens de uso de valores superiores ao acordado.

Após a divulgação da denúncia, a Prefeitura de Cuiabá divulgou nota informando que Willian Leite de Campos pediu exoneração por “decisão pessoal”, agradecendo pelo trabalho realizado no período em que esteve no cargo, sem comentar diretamente as acusações.

O caso foi registrado na Polícia Civil e agora está sendo investigado pelas autoridades competentes. A denúncia também motivou a apresentação de um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para apurar os fatos e responsabilizações cabíveis. 

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Redação GNMT