O governo de Mato Grosso intensificou ações de fiscalização ambiental em 2025, realizando 291 operações conjuntas que resultaram na aplicação de R$ 27 bilhões em multas contra infrações como desmatamento ilegal, queimadas, grilagem de terras e outras práticas que violam a legislação ambiental no estado.
As 291 operações integraram esforços de diferentes órgãos estaduais, municipais e federais, com participação de equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Polícia Militar Ambiental, Ministério Público, Instituto de Terras de Mato Grosso e demais instituições voltadas à proteção do meio ambiente. As ações ocorreram em várias regiões do estado, incluindo áreas sensíveis do Cerrado e da Amazônia, onde o desmatamento e as queimadas são temas de preocupação constante.
O foco das operações foi coibir atividades ilegais que ameaçam a biodiversidade, comprometem recursos hídricos ou colocam em risco a sustentabilidade territorial. Entre as práticas investigadas estavam o corte de vegetação nativa sem autorização, a utilização de fogo em períodos proibidos e o uso inadequado de áreas protegidas.
O valor total de R$ 27 bilhões em multas ambientais corresponde aos autos de infração emitidos no decorrer das operações. Esses autos são gerados quando comprovadas irregularidades graves que atentam contra a legislação ambiental vigente, como o Código Florestal e normas estaduais de proteção de fauna e flora.
Os valores aplicados visam não apenas penalizar as infrações, mas também criar um efeito dissuasório para futuros crimes ambientais, incentivando a regularização de propriedades e o cumprimento das normas de preservação. Parte do montante pode ser objeto de contestação em instâncias administrativas ou judiciais por parte dos autuados, como prevê o devido processo legal.
As ações também incluíram combate direto a focos de queimadas ilegais, especialmente no período mais crítico do ano, quando o uso do fogo é proibido por lei em grande parte do território. Equipes especializadas utilizaram tecnologia de monitoramento por satélite, drones e análises de georreferenciamento para identificar áreas com movimentação suspeita.
Além disso, a fiscalização atuou contra o desmatamento não autorizado em propriedades rurais, com notificações e bloqueio de áreas irregulares até que medidas de recuperação ambiental fossem adotadas pelos responsáveis.
Autoridades e especialistas que participaram das operações afirmaram que o grande número de ações reflete o compromisso do estado com a preservação ambiental e com o cumprimento de normas legais, além de uma resposta ao clamor da sociedade por maior proteção dos biomas regionais. Eles ressaltaram a importância de ações integradas para enfrentar a complexidade dos crimes ambientais, que muitas vezes envolvem redes organizadas ou práticas econômicas irregulares em larga escala.
Paralelamente às fiscalizações, o governo também intensificou programas de educação ambiental, com campanhas educativas, capacitação de produtores rurais e incentivo a práticas sustentáveis de uso da terra. A ideia é promover não só a punição de irregularidades, mas também a prevenção de novas infrações por meio da conscientização e orientação técnica.
As operações deverão continuar em 2026, com planejamento de novas ações de fiscalização, monitoramento permanente e possíveis ajustes na legislação estadual, com o objetivo de ampliar os mecanismos de proteção ambiental. A expectativa das autoridades é de que os resultados das ações deste ano sirvam como base para maior eficiência e integração entre os órgãos responsáveis pela defesa do meio ambiente no estado.