Em um desdobramento significativo no caso que envolve a empresa Capital Consig e suspeitas de fraudes em operações de crédito consignado contra servidores públicos, a Justiça de Mato Grosso determinou que a investigação seja encaminhada para a esfera federal, sinalizando um aprofundamento das apurações sob novo enfoque penal.
A decisão ocorre após o Ministério Público Federal (MPF) solicitar que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para apurar possíveis crimes contra o sistema financeiro e outras irregularidades relacionadas à atuação da empresa, que vinha sendo investigada inicialmente na esfera estadual.
A mudança coloca sob competência federal a apuração de indícios que ultrapassam condutas civis ou administrativas, como estelionato ou violação de direitos do consumidor, e passam a integrar possíveis crimes com impacto mais amplo, incluindo fraude financeira.
O caso ganhou destaque depois que sindicatos e servidores públicos relataram discrepâncias entre valores contratados e os efetivamente cobrados em consignações e contratos vinculados ao cartão de crédito consignado conhecido como MTCard.
Anteriormente, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) já havia ajuizado ação civil pública contra o grupo econômico ligado à Capital Consig e outras instituições por práticas abusivas e falta de transparência em contratos com servidores, após investigação que identificou irregularidades nas operações de consignado.
A transferência da investigação para a Justiça Federal reforça a complexidade do caso e a necessidade de uma apuração abrangente, com a Polícia Federal liderando a coleta de provas e a análise de possíveis crimes de natureza federal.