O Palmeiras manifestou insatisfação com a postura adotada pelo Grêmio e pelos representantes do goleiro Weverton nas tratativas que envolvem o futuro do atleta. O clube entende que as conversas avançadas entre o atleta e o time gaúcho ocorreram sem que o Verdão fosse formalmente consultado ou acionado, o que gerou desconforto internamente.
Weverton, goleiro de 38 anos e ídolo da torcida palmeirense, tem contrato com o Palmeiras até o final de 2026. Nos últimos dias, representantes do jogador e dirigentes do Grêmio retomaram contatos, alimentando a possibilidade de transferência do arqueiro para Porto Alegre na próxima temporada — mesmo sem a anuência do clube paulista.
Internamente, a diretoria palmeirense entende que a negociação deve envolver diretamente o clube detentor do vínculo contratual, e que tratativas paralelas prejudicam a transparência e o respeito às cláusulas contratuais. A postura tem gerado debates entre os dirigentes, que avaliam a estratégia do Grêmio e do estafe de Weverton como pouco convencional.
O interesse do Grêmio pelo goleiro tem sido discutido há algumas semanas. O clube gaúcho busca reforçar sua meta com um nome experiente e vitorioso nacionalmente, especialmente após a avaliação de seu elenco para a temporada de 2026, mas ainda não apresentou uma proposta formal que seja considerada pelo Palmeiras.
Weverton teve um papel de destaque no Verdão ao longo dos anos, acumulando mais de 400 partidas pelo clube desde que chegou em 2018. Na temporada passada, ele voltou aos treinamentos após se recuperar de uma lesão na mão, mas viu o também goleiro Carlos Miguel ganhar oportunidades e assumir a titularidade em determinados momentos sob comando da comissão técnica.
Apesar do desconforto com os rumos das conversas, a diretoria do Palmeiras mantém posição de que qualquer negociação envolvendo o atleta deve ser conduzida com a participação do clube e em conformidade com os termos contratuais vigentes, preservando os interesses esportivos e comerciais da equipe.