A NASA divulgou nesta segunda-feira (6) novas imagens históricas feitas pela missão Artemis II, mostrando com detalhes o lado oculto da Lua — região que nunca é visível da Terra.
As fotos foram registradas a partir da cápsula Orion e marcam a primeira vez que seres humanos observam diretamente esse hemisfério lunar durante uma missão tripulada.
Um novo olhar sobre a Lua
Nas imagens, é possível ver claramente a diferença entre os dois lados do satélite:
Um dos grandes destaques é a Bacia de Orientale, uma gigantesca cratera de quase mil quilômetros de diâmetro. Até então, da Terra só era possível observar parte de sua borda — agora, ela foi vista completamente pela primeira vez por humanos.
A astronauta Christina Koch resumiu a experiência durante a transmissão:
“A Lua que estamos vendo não é a Lua que você vê da Terra de jeito nenhum.”
Recorde histórico de distância
Durante o voo, a tripulação também atingiu um marco impressionante: cerca de 400 mil quilômetros de distância da Terra, superando o recorde da missão Apollo 13, estabelecido em 1970.
A bordo estão:
Momento crítico: silêncio no espaço
Nas próximas etapas, a nave passa pelo lado oculto da Lua, ficando cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra — um fenômeno esperado, causado pelo bloqueio do sinal pelo próprio satélite.
Próximos passos da missão
A Artemis II não prevê pouso lunar, mas é fundamental para o futuro da exploração espacial. O plano da NASA é:
Após o sobrevoo, a cápsula inicia o trajeto de volta:
Por que isso importa?
Essa missão representa um novo capítulo na exploração espacial, sendo o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre desde o fim do programa Apollo, em 1972.
Além do valor histórico, as imagens ajudam cientistas a entender melhor a formação da Lua — e servem como base para futuras missões, incluindo viagens a Marte.