Uma mulher de 32 anos morreu na manhã desta segunda-feira (data não divulgada), após passar 21 dias internada em estado grave em um hospital de São Paulo. Ela havia sido atropelada e arrastada por vários metros pelo ex-companheiro, em um crime que chocou a população e mobilizou autoridades desde o momento em que ocorreu.
O atropelamento aconteceu no final da tarde, quando a vítima foi surpreendida pelo ex-companheiro em via pública. Segundo apurado, após uma discussão anterior, o homem subiu em seu veículo e colidiu propositalmente contra a mulher, que foi arrastada por vários metros sobre o asfalto. A cena provocou surpresa e revolta entre testemunhas, que imediatamente acionaram equipes de socorro.
A vítima sofreu ferimentos gravíssimos, incluindo traumatismo craniano, múltiplas fraturas e lesões internas, que exigiram atendimento emergencial e cuidados intensivos. Diante da gravidade, ela foi internada em uma unidade hospitalar, onde permaneceu sob observação médica por mais de três semanas, lutando pela vida.
Após 21 dias de tratamento intensivo, a mulher não resistiu aos ferimentos e faleceu, conforme confirmação médica. Familiares e amigos ficaram profundamente abalados com a notícia, relembrando os momentos de luta e esperança ao longo do período em que ela permaneceu internada.
Logo após o crime, o ex-companheiro fugiu, mas foi localizado e preso pelas forças de segurança. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio e violência doméstica, e, após a morte da vítima, as acusações foram atualizadas para homicídio qualificado perante a autoridade judicial competente.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e coletará depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e demais evidências que possam compor o inquérito.
A morte da mulher reacende o alerta sobre a violência doméstica e feminicídio, crimes que continuam sendo uma preocupação para órgãos de segurança pública e entidades de defesa dos direitos das mulheres. Organizações da sociedade civil têm reforçado a necessidade de políticas públicas mais efetivas de prevenção, proteção às vítimas e acompanhamento psicológico e social de mulheres em situações de risco.
Familiares e representantes comunitários realizaram homenagens em memória da vítima, destacando a importância de conscientização e combate à violência baseada em gênero.