O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu uma coletiva nesta sexta-feira (20) para comentar a decisão da Suprema Corte dos EUA que anulou as amplas tarifas de importação que seu governo havia implementado. A Corte entendeu, por 6 votos a 3, que Trump excedeu sua autoridade ao usar uma lei de emergência para impor taxas generalizadas sobre importações — uma função que, segundo a Constituição americana, cabe ao Congresso e não ao presidente.
Durante a coletiva, Trump criticou duramente a decisão do tribunal, chamando-a de “vergonhosa” e afirmando que os ministros foram pressionados por interesses estrangeiros. Ele contestou o entendimento de que a lei usada para justificar o tarifaço (a International Emergency Economic Powers Act) não permitia a criação das tarifas de forma ampla.
Mesmo após a derrota no Supremo, Trump anunciou que vai imediatamente impor uma nova tarifa global de 10% sobre importações, utilizando outra base legal — a Seção 122 da Lei de Comércio dos EUA — que permite taxas temporárias por até 150 dias. O presidente disse que há outros instrumentos legais à disposição do governo para manter ou instituir novas tarifas adicionais.
Trump afirmou que as tarifas feitas até agora foram úteis para proteger a indústria americana e que continuará defendendo políticas comerciais agressivas para “proteger o país”. Ele também disse que medidas adicionais, como investigações sob a Seção 301, poderão ser usadas para combater práticas comerciais consideradas injustas por outros países.
A decisão da Suprema Corte representa um revés importante para uma das principais políticas econômicas do governo Trump, que buscava restringir importações e incentivar a produção nacional por meio de tarifas mais altas.